"Estudo IMPACTO MACROECONÓMICO DO SECTOR DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS"
News Release
Estudo avalia impacto económico das energias renováveis em Portugal
Resultados económico-sociais, ambientais e ao nível da dependência energética
Lisboa, 3 de Dezembro - A aposta no sector das energias renováveis em Portugal traduz-se num conjunto de benefícios económicos, ambientais e sociais, revela o estudo “Impacto Macroeconómico do Sector das Energias em Portugal”, elaborado pela Associação de Energias Renováveis (APREN) e pela Deloitte. O estudo tem como base a análise do período entre 2005 e 2008, e uma previsão de evolução do sector até ao ano de 2015.
A aposta contínua no sector vai ter um reflexo no crescimento da riqueza nacional, com as energias renováveis a representarem 2,4 por cento no PIB e a criarem cerca de 25 mil novos postos de trabalho em 2015. Ao nível ambiental, o impacte mais directo é na redução das emissões de CO2, com uma poupança global de cerca de 430 milhões de euros, e a aproximação às metas de Quioto. A redução das importações energéticas permitirá uma poupança de 1.900 milhões de euros e a redução da dependência energética nacional.
Em 2008, o sector das energias renováveis contribuiu com cerca de 2 mil milhões de euros para o PIB nacional, sendo os principais responsáveis a energia hídrica e a eólica, com um contributo de 1.190 milhões e de 640 milhões respectivamente. Em 2015, estima-se que o peso global supera uma contribuição total de 4 mil milhões de euros. Ao nível da criação de emprego, entre 2005 e 2008, o sector registou um aumento médio de 9 por cento, face à taxa anual média de 0,3 por cento no emprego nacional, estimando-se que em 2015, o sector seja responsável por mais de 60 mil postos de trabalho directos e indirectos, o que representa 6 por cento do nível de desemprego actual.
Ao nível ambiental, o Protocolo de Quito estabelece como meta para Portugal um total de emissões de 76 milhões de toneladas de CO2 até 2012. Tendo em conta o crescimento previsto entre 2008 e 2015, o estudo “Impacto Macroeconómico do Sector das Energias em Portugal” estima que as energias renováveis vão permitir evitar a emissão de 14 milhões de toneladas de CO2 até 2012. Esta redução vai permitir poupar mais de 2 mil milhões de euros até 2015.
A evolução do sector das energias renováveis vai reduzir as importações de energia eléctrica e de combustíveis fósseis para produção de energia. Em 2008, as importações evitadas por este sector representaram um total 1.270 milhões de euros, um montante que corresponde a uma redução em 6 por cento do saldo negativo da balança comercial nacional. Entre 2005 e 2015, a análise da Deloitte e da APREN estima que a área das energias renováveis represente uma poupança acumulada de mais de 13 mil milhões de euros em importações.
Em 2015, o sector das energias renováveis representará cerca de 50 por cento do consumo nacional de electricidade, traduzindo-se numa taxa de crescimento de cerca de 8 por cento. As perspectivas de Portugal superam os valores para a Europa e para o Mundo, com uma taxa de crescimento de 6 por cento.
O estudo “Impacto Macroeconómico do Sector das Energias em Portugal”, elaborado pela Associação de Energias Renováveis (APREN) e pela Deloitte, tem como base informação singular sobre seis fontes alternativas (energia hídrica, eólica, bioenergia, solar fotovoltaica, geotérmica e ondas) e informação recolhida junto dos principais responsáveis organismos mundiais e nacionais, responsáveis pela regulação e observação das energias renováveis. Adicionalmente, foi realizado um questionário junto das empresas nacionais que operam neste sector.
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Associação de Energias Renováveis A APREN é uma Associação sem fins lucrativos, constituída em 1988. Tem por objecto a coordenação, representação e defesa dos interesses comuns dos seus Associados, dotando-os de um instrumento de participação na elaboração das políticas energéticas e ambientais, relacionadas com o aproveitamento dos recursos naturais renováveis para a produção de electricidade, nos seguintes domínios: Hídrico, Eólico, Biomassa, Solar Fotovoltaico, Ondas e Marés, Biogás, Geotérmico. |