Energia Simples

Espaço Associado

Manuel Azevedo, CEO da Energia Simples

Partilha do Futuro – Caminhos Digitais na Energia

 

Os contadores inteligentes que já estão nas casas de muitos portugueses e nas empresas, fazem parte de uma evolução indispensável para maior eficiência e uma transformação definitiva na forma como a eletricidade é gerida. Algumas das vantagens que as tecnologias inovadoras trazem não são imediatamente visíveis para os consumidores, mas os benefícios individuais e coletivos melhoram a forma como trabalhamos e vivemos.

 

A rede elétrica do futuro deixará o modelo unidirecional e integra uma variedade de pequenos e grandes produtores de energia renovável, consumida no local onde é produzida, mas também transferida entre os utilizadores da rede elétrica. Quer através das políticas europeias quer através do consenso político na prossecução desses objetivos, Portugal passa a ter brevemente a hipótese de que todos os autoconsumidores de energia renovável partilhem a sua energia, constituindo entre si uma rede sem encargos desproporcionados.

 

A nova legislação que entra em vigor em 2020 abre as portas às comunidades de energia em Portugal, que ambiciona obter uma quota de 47% de energia renovável no consumo final bruto em 2030. Para isso conta também com todos os produtores de energia, incluindo o fotovoltaico, mas também distribuída por indústrias e habitações independentes que pela primeira vez vão poder associar-se para partilhar eletricidade produzida entre si. Este conceito pode ser aplicado a condomínios horizontais ou zona de apartamentos, moradias, unidades comerciais ou industriais localizadas dentro de uma determinada área, que vão definir entre si a forma como pretendem gerir e regular esta partilha.

 

Os consumidores poderão assim repartir os custos na instalação de equipamento de produção de energia renovável, tal como painéis fotovoltaicos, aumentando ainda a rentabilidade do autoconsumo. O armazenamento também será potenciado, por exemplo com baterias de lítio, gerindo mais eficientemente a eletricidade por vários participantes. A venda ao mercado, injetando na rede a energia não consumida, abre portas a uma faturação bidirecional com os comercializadores e agregadores, mercado onde a Energia Simples atua, fornecendo os clientes com energia 100% renovável e adquirindo a sua energia. Com a nova legislação, iremos dar apoio a empresas e famílias que se pretendam associar em comunidade e tratar de todo o processo legal e logístico junto da Rede Elétrica, na implementação e dimensionamento das comunidades de produção e consumo, quer para complexos industriais quer para famílias. A Energia Simples vai também adquirir a energia verde excedentária destas comunidades, incluindo-a na energia dos seus clientes, produzida em casa dos portugueses e 100% renovável.

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