Voltalia Group

Espaço Associado

João Amaral
CTO and Country Manager Portugal, Voltalia Group

Fundada em 2005, a Voltalia é uma multinacional francesa que atua no setor das renováveis como produtora de energia e prestadora de serviços. A empresa apresenta soluções de energia renovável entre solar, eólica, biomassa e hídrica, produzidas nas centrais que possui e opera que, posteriormente, vende em todo o mundo.

 

A empresa é cotada na Euronext Paris desde 2014, tendo como principal acionista a CREADEV – veículo de investimento da família Mulliez, família que opera em diversas áreas de negócio e com algumas marcas bem conhecidas no mercado português tais como Auchan, Decathlon, Norauto, Leroy Merlin, Kiabi entre outras num universo global de 800.000 colaboradores. Voltalia conta hoje com mais de 1200 colaboradores, com presença em 20 países, 4 continentes, e em Portugal a presença é expressiva com mais de 200 colaboradores.

 

Para a Voltalia, Portugal é um país relevante na sua atividade global. O posicionamento geográfico na Europa e as suas condições naturais tornam Portugal estratégico, estando, contudo, ainda muito por explorar no que diz respeito à energia. A Voltalia pretende ser um aliado neste desafio indo, em simultâneo, ao encontro dos objetivos mundiais (e locais) que se fazem ouvir há anos: alcançar uma economia verde, eco-friendly e neutra em emissões de CO2.

 

Sabendo o vasto leque de competências técnicas existentes em Portugal e a contribuição das distintas tecnologias no país, a Voltalia acredita no potencial energético endógeno português, sendo porém fundamental a importância de uma estratégia, regulamentação e consistência de políticas setoriais. Para a empresa, é necessário ultrapassar estas dificuldades para que haja congruência à missão de priorizar o futuro das gerações vindouras com máxima prioridade ao ambiente e sustentabilidade, reforçando o seu impacto positivo na fauna, na flora, no agroalimentar e na água.

 

Com múltiplas tecnologias renováveis, a Voltalia trabalha ativamente para levar à transição energética e descarbonização, promovendo uma frente ecológica global e assumindo o compromisso de melhorar o meio ambiente global, promovendo o desenvolvimento local. Em linha com esta missão, a Voltalia é desde 20 maio de 2021 uma empresa com Missão/Propósito de acordo com a lei francesa PACTE que desde 22 de maio de 2019, permite que as empresas francesas que desejem fazê-lo, reconheçam nos seus estatutos sociais que prosseguem outros objetivos, que não apenas os económicos. Embora este estatuto tenha sido formalizado este ano, a sustentabilidade é um dos compromissos da Voltalia desde a sua fundação em 2005 e à medida que a empresa foi crescendo em atividade tornou esse propósito parte do seu ADN. Este Propósito está alicerçado em três objetivos que orientam as ações diárias de toda a empresa, nomeadamente: 1. atuar para a produção de energia renovável acessível ao maior número de pessoas possível, por meio de eletricidade verde de qualidade e acessível, e contribuindo diretamente para o combate às mudanças climáticas; 2. contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios, construindo relações de longo prazo com os habitantes e stakeholders locais; 3. trabalhar pela preservação dos recursos do planeta, melhorando o impacto das atividades da empresa no meio ambiente, em toda a cadeia de valor.

 

Seguindo também os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas para uma energia acessível e limpa, um consumo e produção responsável, ação climática, entre outros, além das emissões de dióxido de carbono evitadas,  a Voltalia usa madeira certificada ou proveniente de florestas subaquáticas para as centrais de biomassa e investe em projetos sociais junto das comunidades em que detém parques solares instalados. A Voltalia inova através de projetos agrisolares nos quais combina a produção agrícola e/ou pecuária com a produção de eletricidade. Além desta construção combinada, disponibiliza os campos onde os parques são instalados para que, numa relação simbiótica, animais de pasto possam alimentar-se, sustentando uma cadeia de valor local dessa comunidade, ao mesmo tempo que ajudam a manter limpos os acessos e os próprios painéis, que sem sombras irão captar mais luz do sol.

 

A Voltalia considera as comunidades como fundamentais para o sucesso de qualquer projeto de energia renovável e confia que a sustentabilidade é um vínculo natural entre a população e o projeto. Nos dias de hoje, um projeto de natureza renovável é instalado para uma longa duração, com amplitude para várias décadas e destacando os benefícios para o ambiente, sempre de ‘mãos dadas’ com a ação climática.

 

Para que as energias renováveis cresçam em Portugal, é fundamental que exista confiança, contacto próximo, articulação entre entidades e canais 100% transparentes e abertos e, ao mesmo tempo, se ultrapasse dificuldades regulamentares.

 

Em 2019, a Voltalia afirmou que Portugal seria o quartel general da energia fotovoltaica da empresa, graças a três alicerces da atividade do nosso país: colaboradores, competência e conhecimento. Dois anos depois poderemos acrescentar o compromisso. A Voltalia está comprometida com Portugal, que tem sol, ótimas instituições de ensino técnico e superior, múltiplas entidades que procuram parcerias e que nos ajudam quando queremos inovar. Estes fatores motivam a aposta no país e dão-nos mais certezas que esta foi uma aposta vencedora.

 

A Voltalia trabalha todos os dias para levar à transição energética e ecológica em todo o mundo, sabendo que esta mudança traz grandes desafios que devem estar alinhados à tecnologia e à digitalização. O fundamental é refletir que a digitalização também exige regulamentação e, embora gradual, o processo terá de ser assumido também pelos governos e respetivos reguladores com a definição de programas seguros e relevantes para o mercado.

 

No âmbito dos seus objetivos locais, importa destacar que a Voltalia pretende apresentar novos modelos e conceitos que permitam às famílias portuguesas reduzir os custos com a sua fatura energética. À semelhança de um futuro com mais carros elétricos, tomadas e máquinas inteligentes em casa depreende-se que o consumidor comum, a médio e longo prazo, passe a ter um papel mais participativo também no setor energético e à medida que procura instalar painéis solares na sua casa faz todo o sentido ter planos adaptados a si, mas também tecnologia inteligente que lhe possa dizer qual é melhor momento de consumir eletricidade, seja porque há mais sol ou mais vento. Uma visão futura que a Voltalia gostaria de ver executada na comunidade. Contudo, algo que só será possível com novas regras e modelos de mercado bem definidos, obstáculos ainda por ultrapassar, mas para os quais a Voltalia trabalha diariamente.

 

Dentro desse compromisso, a Voltalia tem aliado à sua atividade o desenvolvimento local a cada projeto que implementa. Integrar parques solares com as economias locais é um objetivo inerente à Voltalia que tem sido um foco dos últimos anos.  Em Portugal, o parque solar de Coruche é um exemplo de como a tecnologia e a natureza coexistem de forma harmoniosa. Os mais de 20 animais presentes neste parque solar ajudam os técnicos a manter o controlo da vegetação e ajudam a reduzir a quantidade de emissões de CO2 causadas pelo uso de maquinaria. Neste modelo é possível otimizar recursos, controlar a vegetação e reduzir custos. Nesta área, a Voltalia desenvolve projetos socioambientais totalmente integrados com a visão estratégica de longo prazo de implantação local da empresa no território, dando igualmente resposta a necessidades das comunidades locais. No Brasil, por exemplo, já foram investidos 2 milhões nas comunidades desde 2014 e o ano passado estiveram ativos 41 projetos e ações sociais no país.

 

Olhando de uma perspetiva global, todos os projetos da Voltalia têm uma atuação local, adaptados às necessidades de cada região. Ainda no Brasil, a povoação de Oiapoque  - com 24 000 habitantes, estava isolada e sem ligação à rede elétrica nacional. A Voltalia distinguiu-se por ser o único concorrente a oferecer uma central híbrida (hídrica/térmica/fotovoltaica), produzindo assim uma energia limpa e barata. Atualmente esta cidade está conectada a todo o mundo através da produção de 90% de energia renovável. Ainda na América do Sul é de destacar o projeto na Guiana Francesa, em Cacao, onde é produzida eletricidade a partir da combustão de resíduos de madeira provenientes de operações florestais e serrarias vizinhas. Este projeto foi, uma vez mais, adaptado às necessidades locais e contribuiu para a criação de até 105 empregos diretos e indiretos durante a fase de construção, permitindo consolidar a atividade de fornecedores locais no setor florestal e agrícola, com mais 40 novos empregos. Este projeto traduz-se no consumo de aproximadamente 16 mil pessoas.

 

No meio do deserto egípcio, a Voltalia está a contribuir para o cumprimento das metas do Egito estabelecidas no acordo de Paris de 2015, tendo um projeto solar de 32MW já implementado e que abastece 19 000 habitações. Este projeto da Voltalia faz parte do plano nacional com o objetivo de desenvolver 4,3 GW de capacidade renovável, incluindo 2 GW de energia solar fotovoltaica.

 

Pela Europa importa destacar um projeto no país sede da Voltalia, em França, onde ficará uma central hídrica no sopé do glaciar Taconnaz atuando contra o aquecimento global e produzindo eletricidade sem emissões de CO2.

 

Como vimos, a Voltalia interage com um número crescente de stakeholders (comunidades locais, parceiros e clientes), com o propósito de apresentar serviços que criem valor sustentável e social aos seus projetos. A Voltalia acredita que as energias renováveis estão onde o desenvolvimento socioeconómico e a preservação do clima se encontram, e por isso, esforça-se para trazer as soluções mais inovadoras e personalizadas do mercado.

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