Ocean Winds

Espaço Associado

Wind Float

A Ocean Winds é o resultado de uma joint venture lançada em 2019 pela EDP Renováveis (EDPR) e pela ENGIE. Ambas empresas partilham a visão segundo a qual as energias renováveis, e em particular a eólica offshore, desempenham um papel fundamental na transição energética global. Por este motivam criaram uma joint venture em partes iguais para a energia eólica offshore.

 

Em 21 de junho, a marca OW Ocean Winds foi anunciada internacionalmente como o veículo de investimento exclusivo de ambas as empresas para captar as oportunidades em energia eólica offshore por todo o mundo.

 

Este projeto ambicioso surge no seguimento da cooperação de cinco anos entre a EDPR e a Engie como parceiros de consórcio.

 

A OW dispõe de uma vantagem estratégica e encontra-se bem posicionada para liderar o mercado offshore. A EDPR e a ENGIE estão a combinar os seus ativos eólicos offshore e o pipeline de projetos sob a marca OW, começando com 1,5 GW em construção e 4,0 GW em desenvolvimento. Esta posição inicial, com a bem-sucedida experiência de internacionalização das sociedades principais, permite-nos ser mais flexíveis, mais adaptativas e mais respeitadoras das culturas nas quais iremos trabalhar.

 

Carteira da OW

 

A carteira atual está distribuída por sete regiões geográficas, enquanto a empresa procura o desenvolvimento de zonas verdes (quer de forma autónoma, quer em parcerias) em oito países para assegurar a vantagem de agir antecipadamente.

Atualmente estão a ser avaliados outros países sob uma perspetiva regulatória e dos fundamentais antes da decisão ou não de avançar. A carteira em construção está a progredir segundo os planos, apesar dos desafios criados pela COVID.

 

Wind Float Atlantic (Portugal)

Tipo: flutuante

Capacidade: 25 MW

Participação da OW: 85%

Estado: em exploração

 

Moray East (Reino Unido)

Tipo: fundação fixa

Capacidade: 950 MW

Participação da OW: 56,6%

Estado: em construção

 

Moray West (Reino Unido)

Tipo: fundação fixa

Capacidade: 897 MW

Participação da OW: 61,6%

Estado: em desenvolvimento

 

Tréport & Noirmoutier (França)

Tipo: fundação fixa

Capacidade: 992 MW

Participação da OW: 60,5%

Estado: em desenvolvimento

 

Leucate (França)

Tipo: flutuante

Capacidade: 30 MW

Participação da OW: 80%

Estado: em desenvolvimento

 

B&C Wind (Polónia)

Tipo: fundação fixa

Capacidade: 400 MW

Participação da OW: 100%

Estado: em desenvolvimento

 

Seamade (Bélgica)

Tipo: fundação fixa

Capacidade: 487 MW

Participação da OW: 17,5%

Estado: em exploração

 

 

 

 

Mayflower (EUA)

Tipo: fixo no fundo

Capacidade: 1.300 a 2.000 MW

Participação da OW: 50%

Estado: em desenvolvimento

 

California (EUA)

Tipo: flutuante

Capacidade: 100 a 150 MW

Participação da OW: 100%

Estado: em desenvolvimento

 

KF Wind (Coreia do Sul)

Tipo: flutuante

Capacidade: 1.200 MW

Participação da OW: 100%

Estado: em desenvolvimento

 

 

Objetivos:

 

Já com 5,5 GW de ativos offshore determinados e 7 GW em exploração e construção planeada (tanto flutuantes como fixos ao fundo), a Ocean Winds está no bom caminho para liderar o mercado eólico offshore global. Possui um historial único em parques eólicos flutuantes e detém uma das maiores carteiras eólicas offshore flutuante em todo o mundo, estando ativa neste setor desde 2008. A nossa experiência considerável em projetos eólicos offshore flutuantes financiáveis pode ser exemplificada pelo sucesso ao largo da costa portuguesa com o Windfloat 1, a primeira estrutura semissubmersível em todo o mundo que suporta uma turbina de vários MW, bem como com a Windfloat Atlantic, o primeiro parque eólico semissubmersível a nível mundial. A OW também se orgulha da sua longa trajetória em projetos eólicos offshore fixos no fundo.

 

A joint venture assumiu o compromisso de alcançar 5 GW a 7 GW de projetos em exploração ou construção e de 5 GW a 10 GW em desenvolvimento avançado até 2025, para se tornar uma das cinco principais empresas de energia renovável offshore. A OW visa principalmente os mercados da Europa, dos Estados Unidos da América e de determinados países asiáticos, nos quais prevê que ocorra a maior parte do crescimento.

 

Como uma joint venture, os parceiros na OW Ocean Wind têm a visão partilhada sobre o papel importante da energia eólica na transição para a Rede Zero, intervindo nos projetos desde a sua conceção, passando pela construção, até à exploração e procurando liderar o desenvolvimento dos projetos futuros à medida que ficam disponíveis no mercado eólico offshore.

 

A OW Ocean Winds reunirá as capacidades, a experiência, o conhecimento, para intensificar os seus esforços e os compromissos no desenvolvimento da energia eólica offshore de modo a contribuir para uma transição de carbono zero.

 

Portugal, sendo uma das regiões embrionárias do offshore eólico flutuante à escala global e onde foi construído o primeiro parque eólico offshore do portefólio da OW,(projeto WindFloat Atlantic), é, naturalmente, parte do pipeline de desenvolvimento da OW. Portugal (e ilhas) conta com um recurso eólico marinho comprovado, é o único país da Europa do Sul com track record neste sector, onde os acionistas da OW, concretamente a EDP demonstram 10 anos de compromisso (desde 2011, através do WindFloat Protótipo) e, portanto, o país pode orgulhar-se de um desenvolvimento de competências e de cadeia de fornecimento local interessante. Como tal, há uma excelente oportunidade para continuar a desenvolver offshore eólico e assim projetar/aumentar o desenvolvimento de capacidades do tecido empresarial nacional, atrair investimento estrangeiro e posicionar Portugal como um hub para o offshore eólico na Europa do Sul, e desta forma aproveitar o potencial marítimo que o país inevitável e invejavelmente possui, e assim somar mais um vetor à transição energética rumo à neutralidade carbónica.

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