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Em contra corrente com a estagnação do sector de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, nomeadamente no domínio dos pequenos aproveitamentos hidroelétricos, iniciou-se a 23 de dezembro de 2016 a exploração comercial de um novo centro electroprodutor do Grupo HIDROERG, o Aproveitamento Hidroelétrico de RUIVÃES.

Em contra corrente com a estagnação do sector de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, nomeadamente no domínio dos pequenos aproveitamentos hidroelétricos, iniciou-se a 23 de dezembro de 2016 a exploração comercial de um novo centro electroprodutor do Grupo HIDROERG, o Aproveitamento Hidroelétrico de RUIVÃES, cuja captação principal se situa no trecho final do rio Saltadouro, afluente da margem esquerda do rio Cávado.  


O procedimento inerente ao múltiplo licenciamento do aproveitamento demorou cerca de 12 anos, tendo começado em 1997, com a apresentação do correspondente Estudo de Viabilidade TécnicoEconómica, e finalizado em 2009, com a celebração do Contrato de Concessão para utilização dos recursos hídricos e implantação das infraestruturas hidráulicas, após emissão da Declaração de Incidências Ambientais, em 2006, e atribuição da Licença de Estabelecimento das instalações elétricas, em 2007.

 

O interregno entre a conclusão da fase de licenciamento e o início da construção do aproveitamento, em Agosto de 2015, deveu-se em grande parte a um longo e difícil procedimento de disponibilização de uma parcela de terreno, representando menos de 5% da área total necessária à implantação do aproveitamento, que obrigou a um processo de expropriação. 
Desde que o aproveitamento foi antevisto até ao início da sua exploração decorreram assim 19 anos, incluindo o período de construção do empreendimento (de meados de 2015 a finais de 2016). Embora não sendo desusado este longíssimo período de licenciamento, só por si ele constituiu um imenso desafio à persistência do promotor na concretização do projeto. 


A central de Ruivães é propriedade de uma sociedade de investidores Portugueses e Alemães, constituída em julho de 2015, designada por RUIVERG, Projectos Energéticos, Lda., que é também a mais recente empresa participada pela Hidroerg. À semelhança das demais empresas do Grupo, a Ruiverg tem por objeto a execução, gestão e exploração de instalações e sistemas para produção de energia a partir de recursos naturais renováveis, assim como quaisquer outras atividades e serviços afins no domínio das energias renováveis. O aproveitamento é o décimo centro electroprodutor em exploração pelo Grupo Hidroerg.  

O Aproveitamento Hidroelétrico de Ruivães localiza-se no distrito de Braga, na freguesia de Ruivães, do concelho de Vieira do Minho. O aproveitamento insere-se nos troços terminais do rio Saltadouro (captação principal) e de dois pequenos afluentes seus, designadamente, o ribeiro de Chedos e a ribeira de Rebordondo (captações secundárias). O rio Saltadouro é um afluente da margem esquerda do rio Cávado, confluindo com este rio na albufeira de Salamonde.  


O açude principal e a captação no ribeiro de Chedos estão munidos de passagens para toupeiras de água, através das quais se escoa parte dos caudais ecológicos. O remanescente destes caudais, no caso dos açudes precedentes, ou a totalidades destes caudais, no caso do açude da ribeira de Rebordondo, é lançado através de dispositivos próprios, não controláveis, nem obturáveis. Foi considerado desnecessário executar passagens para peixes dada a fisiografia do rio Saltadouro, com ênfase para a cascata localizada na sua secção terminal. 

 

O circuito hidráulico do aproveitamento compreende um canal de betão com secção transversal retangular que interliga entre si as três captações e que prossegue para a câmara de carga (comprimento total do canal de 1075 m). A jusante desta câmara desenvolve-se a conduta forçada (diâmetro 1000 mm e comprimento de 300 m) que alimenta a central hidroelétrica. A central está equipada com uma turbina Pelton de eixo vertical com seis injetores, dimensionada para o caudal de 2.5 m3/s e para queda útil de aprox. 177 m (potência de 3.75 MW). A energia produzida é entregue à rede a 15 kV, através de um ramal com apenas cerca de 600 m de extensão. 
 
A construção do aproveitamento decorreu em condições adversas, em resultado da topografia muito acidentada das encostas do rio Saltadouro, associada à natureza geológica e geotécnica do terreno, tendo sido objeto de acompanhamento ambiental que culminou com a implementação de um projeto de integração ambiental e paisagística no sistema ribeirinho em que o empreendimento se insere. Na zona do açude principal houve que preservar um trecho de caminho romano de ligação a uma ponte medieval, encontrando-se em fase de apreciação o respetivo projeto de reposição e de arranjo paisagístico da área envolvente. 

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