Seminário sobre Sistemas de Shut-Down on Demand

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis reuniu dezenas de representantes de entidades públicas, promotores, consultores e fornecedores de tecnologia num seminário sobre Sistemas de Shut-Down on Demand (SDOD) e o seu papel na prevenção de colisões de aves em parques eólicos. A iniciativa contou com o apoio da consultora ambiental BioInsight, e aconteceu, na Culturgest, em Lisboa.

A sessão de abertura contou com a participação de Nuno Banza, Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e de Maria do Carmo Figueira, Diretora do Departamento de Avaliação Ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que congratularam a iniciativa.

Nuno Banza destacou a importância do consenso entre todas as partes e da procura pelo melhor cenário possível, sublinhando a importância dos desenvolvimentos tecnológicos passados, presentes e futuros para responder aos vários desafios que o setor atravessa.

Já Maria do Carmo Figueira sublinhou que todos os atores envolvidos têm os mesmos objetivos, que foram estabelecidos a nível europeu através do Plano Nacional de Energia e Clima 2030, sendo essencial o diálogo e a colaboração contínua entre todos para fazer acontecer a transição energética, compatibilizando projetos renováveis e valores naturais com base no desenvolvimento tecnológico.

A inovação tecnológica, o conhecimento científico e a experiência prática são ferramentas essenciais para concretizar essa ambição, a par e passo do diálogo e cooperação entre todos: promotores, consultores, autoridades e instituições públicas”.

Os sistemas de SDOD (Shut-Down on Demand) são ferramentas eficazes de mitigação do risco de colisão de aves com aerogeradores, permitindo prevenir a mortalidade e aumentar a compatibilidade entre produção de energia renovável e conservação da natureza. Estes sistemas recorrem a tecnologia ótica e inteligência artificial para detetar aves em tempo real e ordenar a paragem automática e temporária das turbinas, demonstrando que a inovação tecnológica pode ser um aliado determinante na proteção da biodiversidade.

Ao longo do encontro, entidades como a Galp, WeLink, Zefiro Partners e Bioseco partilharam experiências práticas e casos de estudo, reforçando o papel da tecnologia e da inteligência artificial na redução do risco de mortalidade de aves e na otimização da produção energética.

A iniciativa contou ainda com um workshop participativo entre atores do setor, onde foram debatidos desafios técnicos e institucionais e identificadas prioridades para a integração dos SDOD em estratégias mais amplas de mitigação e ganhos líquidos de biodiversidade.

As apresentações feitas no evento estão disponíveis abaixo.